Quando você deixou de me amar...


Segunda-feira , 05 de Outubro de 2009


Se fosse apenas acreditar

Disseram-me

Que um dia o mundo vai ser bom,

Vai existir justiça, amor e compreensão.

Mas a dor em mim me priva

De esperança ter,

De ver a luz ao fim do túnel

-de acreditar.

Queria apenas acreditar.

 

Já chorei muito esta noite

Sem ao menos saber por quê.

Já me entristeci por motivos

Que até hoje não consegui entender.

 

Quando estou “bem”

Vejo a esperança

E sei que há solução.

Mas quando o espírito se fecha

Perco toda motivação,

De esperar,

Acreditar,

De viver.

Queria apenas acreditar.

E se fosse apenas acreditar.

 

É o mundo

A injustiça.

São as palavras mordazes,

O sorriso insincero

A falsidade dos amigos

É o fim do espetáculo,

É a vida,

É a vida.

Queria apenas acreditar

Se fosse apenas acreditar.

Escrito por Giuseppe às 20h02
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Pegue na minha mão

Lembro-me bem

Quando você sorriu pela primeira vez

- era um presente de Deus.

E nos primeiros passos que deu

Você agarrou na minha mão

E eu disse:

“Vá meu filho,

Tenho confiança em você.”

E você então andou

E foi cada vez mais longe.

 

Pegue na minha mão.

Diga que vai viver,

Não me deixe assim desse jeito,

Pois se fores embora assim,

Nunca mais vou encontrar você.

 

Mas o tempo

Te soltou da minha mão.

E quantas vezes ficou confuso

E disse: “pai,

O que eu vou fazer

Eu não sei pra onde ir...”

Eu te dizia:

“Sempre vou estar com você.”

 

Pegue na minha mão.

Diga que vai viver,

Não me deixe assim desse jeito,

Pois se fores embora assim,

Nunca mais vou encontrar você.

 

E não consigo esquecer

Daquela vez

Que você me perguntou:

“Pai, o que preciso pra ser feliz?

Eu queria tanto ser.”

E eu então mudei de assunto

Sem saber que aquela era a última vez.

 

 

Pegue na minha mão.

Diga que vai viver,

Não me deixe assim desse jeito,

Pois se fores embora assim,

Nunca mais vou encontrar você.

 

Pegue na minha mão.

Diga que vai viver,

Não me deixe assim desse jeito,

Pois se fores embora assim,

Nunca mais vou encontrar você.

 

Quando entrei no quarto

Vi você deitado ali,

Havia algo errado naquilo

“Meu Deus,

Por que tinha que ser assim?”

Você dormia como um anjo,

Meu anjinho estava ali.

E por mais que não acreditasse

Aquele realmente era o fim.

 

Pegue na minha mão.

Diga que vai viver,

Não me deixe assim desse jeito,

Pois se fores embora assim,

Nunca mais vou encontrar você.

 

 

 

Escrito por Giuseppe às 19h54
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Fliper

Aquele gosto de veneno,

Aquela voz me irritava

Eu queria só dormir

-mas você não me deixava.

Era só fechar os olhos

E não esperar sonhar.

Era só calar meus gritos,

Aliviar a minha dor...

 

Mas você tão egoísta não deixou.

Beijou a minha boca sem amor.

Bateu forte no meu peito,

Pro meu coração responder.

Enquanto tudo era verdade,

Enquanto entrava na viagem...

Você me acordou!

 

Por quê?

Eu seria bem mais feliz assim.

Por quê?

Tudo seria bem melhor assim.

 

E a vida aos poucos retornava

Tudo que acreditei,

Desacreditava.

Aquele momento era santo demais pra nós.

Era ‘eros versus thanatos”

Era pra ser final feliz

Como “Fliper” que deixou de existir,

Como a estrela que apagou por ser cadente.

Que pena que você não entendeu

O meu jeito simples de dizer adeus.

 

Tudo seria bem melhor assim.

Escrito por Giuseppe às 19h41
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Tolice

Perdoe-me

Fui fraco, vil e egoísta.

Pensei somente em mim

E te perdi de vista.

Quando era você

Que me lembrava

Que de mim ninguém se aproveitaria.

 

Perdoe-me

Não sei dizer o que causou em mim

Tamanha fúria

E cítrica paz de espírito.

Talvez eu saiba

Apenas queira esconder.

Talvez te diga

E faça você se aborrecer.

 

Perdoe-me

Você nunca sentiu o que eu senti

Nunca viu as marcas no meu corpo

Cicatrizes que sempre me acompanharão.

Verdadeira dor

É aquela que os analgésicos não curam,

A tolice de ter brigado com a vida

Renunciado os desejos mais sinceros

Pensando que a liberdade

É o início da verdadeira felicidade,

Quando não é...

 

Perdoe-me

Por tanta tolice

Tantos erros toscos

Tanta fraqueza de espírito

Tanta banalidade

Tantas insanidades

E ainda queria fazer você sorrir...

Escrito por Giuseppe às 19h31
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Penélope

Ela

Deitou e rezou

Antes de dormir.

Deus nunca ouviu

Uma oração tão estranha

Como ela fez.

Antes de apagar a luz,

Olhou a foto na sua cabeceira

E uma lágrima teimou

Em percorrer aquele rosto lindo.

E ela fechou os olhos pela última vez.

E ela fechou os olhos pela última vez.

 

Qual é a moral da história?

Cadê o “era uma vez”?

Por que os olhos lindos choram?

Por que tem que haver um “talvez”?

 

Ela

Sabia muito pouco

Mas sabia tudo que precisava saber.

Não era nenhum tipo de logro

Nenhuma previsão praguimática.

Ficamos como “joão-bobo”

A mercê de sei lá o quê.

Antes de fechar os olhos

Ela tinha plena certeza

De que nenhum pesadelo dura pra sempre,

E ela fechou os olhos pela última vez.

 

O amor é uma palavra bonita

Sem significado algum.

O amor é página de um livro

Indecifrável para os incapazes.

O amor é um tipo de mito

Que teimamos em acreditar.

 

Ela

Não vai acordar amanhã.

Ela

Não vai acordar...

Sabemos pouco

Ou coisa nenhuma,

Sabemos ser

O que os outros querem,

Aprendemos cedo a enganar.

Se ela hoje pudesse dizer

Ela diria que não se arrepende.

As folhas caem

Querendo ou não acreditar.

Escrito por Giuseppe às 19h26
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Você me sentenciou a ser sozinho

Você me sentenciou a ser sozinho

Me obrigou a ser sereno em meio ao frio

Você nunca entendeu o meu caminho,

Jamais quis saber quem sou.

Hoje a tarde é quente

E gélido o meu espírito.

Hoje o amor é fogo

O olhar é gelo.

Não sei quantas cores tem o arco íris

Não sei por que não domino os meus desejos.

Será que é por que tive medo de me sentir sozinho?

Será que a verdade é erro

E a mentira virou virtude?

Ou será que são os sonhos meus que já não tem sentido?

Vi você voltar,

Sentar ao meu lado,

Colocar sua cabeça no meu colo,

E olhar distante

A noite se aproximar.

Escrito por Giuseppe às 19h24
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Quarta-feira , 30 de Setembro de 2009


Olá, voltei

Escrito por Angelo Giuseppe às 18h43
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